Para Flusser, o homem, que criou as imagens como forma de representar o mundo, como um “mapa” e instrumento de conhecimento, passa a vê-las como próprio mundo, vivendo em função dessas. Como forma de superar tal idolatria, surge a escrita, que descreve as imagens alinhando os elementos imaginísticos. Entretanto, há um novo problema, a escrita tem a possibilidade de abstrair todas as dimensões do mundo, menos a conceituação, o que afasta o homem, ainda mais, da realidade, já afastada pela idolatria. Para ultrapassar os textos, surge as imagens técnicas, produzidas por aparelhos, as quais imaginam textos que concebem imagens que imaginam o mundo. Como precursora desse tipo de imagem, há a fotografia, produto das máquinas fotográficas, que são programadas por indústrias para um número imenso de potencialidades fotográficas. Assim, segundo o autor, esgotar essas potencialidades do aparelho e gerar cada vez mais produtos caracteriz...